quinta-feira, 31 de março de 2011

Lágrimas de um poeta de porcelana

As lagrimas novamente umedecem minhas bochechas
Aos seus joelhos eu fico firme
Ó misericordioso
Mostre-me a sua Glória
Não estava eu machucado?
Você não me curou?
Eles dançam em silêncio
Mais sua musica eu escuto
Santo Deus, imensurável Deus
Lagrimas escorrem
Mas a água é doce
Eu caio como um morto
Com lábios tremendo
Abençoado seja, padre e amigo
Todo o céu ajoelha
Em admiração
De imensurável profundezas
Imensurável altura
Grandiosa é a sua Santidade

Impossible is Nothing

Impossível é apenas uma grande palavra usada por gente fraca que prefere viver no mundo com está em vez de usar o poder que tem para mudá-lo.
Impossível não é um fato.
É uma opinião!
Impossível não é uma declaração.
Um desafio impossível é hipotético
Impossível é temporário.

A crise dos 40

Agora que cheguei aos 40, percebi quanto sinto falta de algumas coisas. Sabe aquela sensação de liberdade que vinha no último dia de aula? Aquela que te invadia quando você percebia que tinha dois meses e meio sem estudar, só para você? Para fazer o que quisesse? É claro que, enxergando aquela sensação com os meus olhos quarentões, a liberdade não era tanta assim - e havia, para falar o mínimo, os limites da falta de dinheiro. Mas que a sensação era maravilhosa, era. 

E a descoberta?

Muita gente falaria do sexo, do amor, do primeiro beijo. É claro que tudo isso foi lindo (um pouco sofrido também), mas a melhor sensação de descoberta, para mim, veio quando eu li Julio Cortázar pela primeira vez. E pela segunda. E pela terceira. E quando eu li a obra inteira. E escolhi os melhores livros. E os melhores contos. E comecei a escrever ficção por causa dele. E achei que iria ser um escritor tão bom quanto. É claro que não iria. Mas essa era uma época de sonhos - e sonhar era tão bom.

Isso me leva à terceira coisa que eu sinto falta - os sonhos.

A última vez que eu tive um sonho, eu realizei. Só que esse sonho era ligado ao trabalho, então não vale. Eu tinha tantos sonhos para mim. Olha eu aqui fazendo 40 anos e sem chegar perto do que sonhava aos 20.

Quer mais uma? 
A originalidade. 
Quando eu tinha 20 anos, cheguei a uma conclusão fantástica. Bem, a Terra, hoje, tem, sei lá, 10 bilhões de pessoas, certo? Então, estamos falando de 10 bilhões de almas (fora as que estão no plano etéreo, esperando para encarnar). Ora, há 2 mil anos, não havia mais de, hmmmm..., 10 milhões de pessoas na Terra. Então, de onde vieram essas almas? As almas se multiplicam também?

Que sacada! Criava celeuma em conversas, instigava as pessoas. Aí, quando estava com 30 e poucos anos, vi um filme com Ethan Hawnke e Julie Delpy. Eles se conheciam num trem e passavam uma noite juntos numa cidade européia, esperando uma condução. E não é que, lá pelas tantas, o Ethan não levanta as sobrancelhas e tasca minha teoria, sem mudar uma palavra?

Fiquei pensando. Será que eu ouvi isso de alguém e me apropriei? De jeito nenhum. Foi então que me caiu a ficha: aquela idéia não era original. Era uma coisa banal, que várias pessoas poderiam ter sacado - e, é óbvio, sacaram.

O pior de ter 40 não é isso. É não ter certeza se os pensamentos ou as frases inteligentes que você fala são seus de verdade. Às vezes, você ouve e repete, achando que foi um gênio maquinando aquilo. Foi nada. Você é só um pouquinho mais inteligente que a média, mas se acha o máximo porque fala umas coisas engraçadas nas reuniões com os amigos.

Até parece que minha vida é um horror total. Não é. Muito pelo contrário. Mas ultimamente eu estou tomado pelo lado escuro da Força. Em alguns momentos, somente em alguns, eu volto a ser o Anakin Skywalker. Na maioria das vezes eu sou mesmo o Darth Vader.
Como eu queria ser Anakin de novo... 

quarta-feira, 30 de março de 2011

Devaneios

Um dia a inspiração e idéias simplesmente fluíram. 
Onde isso acabaria me levando, eu realmente não sabia.
Me senti muito, muito alto como se eu estivesse voado na imensidão azul.
Eu imaginei que poderia fazer e ver muitas coisas, algumas lindas e outras que simplesmente me assustou.
Eu  estava ali quieto e sozinho, sonhando com  um lugar que eu nunca tinha ido.
Mesmo não sabendo onde era este lugar, eu tinha certeza de uma coisa: a viagem tinha apenas começado.
Tantas coisas para fazer e dizer, e tantas coisas novas no  meu caminho.
Então eu me dei conta que estava sentado em frente ao mar, com meus devaneios.
Onde isto acabaria me levando, eu realmente não  sabia.


terça-feira, 29 de março de 2011

Solidão

Memórias afiadas como adagas
perfuram a pele do presente.
O suicídio do amor levou embora tudo que importava,
E enterrou o resto em uma cova sem gravação em seu coração.